O que é – e para o que serve – a computação forense?

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A computação forense tem como objetivo auxiliar na solução de conflitos judiciais e extrajudiciais corporativos e civis. Trata-se de um serviço de recuperação de dados apagados e coleta de evidências digitais, que podem estar em computadores e dispositivos de armazenamento, como pen-drives, CDs e smartphones. O profissional forense é capaz de identificar dados manipulados a fim de encontrar evidências.

Com o aumento diário do uso da tecnologia no cotidiano, as evidências obtidas em dispositivos eletrônicos podem ser tão ou mais importantes quanto qualquer outra evidência física. A computação forense é capaz de ajudar na identificação de fraudes, sequestro de dados, corrupção, entre outros crimes e problemas causados por erro humano ou do próprio sistema. 

Atualmente, é possível coletar evidências a partir de sistemas de informática, além da capacidade de análise forense de mídias de armazenamento à procura de dados apagados, escondidos e danificados acidental ou propositalmente. Diversas empresas e órgãos públicos podem se beneficiar deste tipo de serviço. 

Entretanto, para que as provas sejam aceitas, é necessário que o profissional elabore um relatório seguindo parâmetros legais. Além de trazer dados ocultos à luz, o procedimento inclui o detalhamento de como a mídia foi tratada e como o teste forense foi realizado, e um documento registrando a auditoria detalhada do material.

Computação forense na prática

Um dos casos mais comuns é o sequestro de dados, onde um criminoso bloqueia determinadas informações e cobra um resgate para liberá-las. Nesta situação, a computação forense atua na identificação dos últimos acessos aos dados em questão para ajudar a identificar possíveis responsáveis pelo sequestro em si ou pelo vazamento dos documentos. Esses nomes podem ser levados às autoridades e contribuir na investigação.

Nas companhias, também há casos de funcionários que apagam dados acidentalmente ou, principalmente após a demissão, propositalmente. Um especialista em computação forense é capaz de recuperar essas perdas, diminuindo as chances de prejuízo financeiro ou de imagem para a companhia.

LGPD

A computação forense também auxilia em processos envolvendo a LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados), que entrou em vigor em 2020 e tem como premissa garantir a segurança dos dados pessoais. Caso um indivíduo tenha suas informações divulgadas por uma empresa, é possível rastrear a origem dos vazamentos – onde e como ocorreu a exposição, além de verificar se foi algo proposital ou acidental.

O serviço também é usado para identificar possíveis falhas nos sistemas para que a companhia possa solucioná-las antes de qualquer problema. Este procedimento ajuda a evitar o vazamento e o roubo de informações, deixando a empresa menos vulnerável e atendendo aos requisitos da LGPD para o trato de dados pessoais e sensíveis de colaboradores e clientes.

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