A popularização do trabalho remoto e híbrido durante a pandemia de Covid-19 impulsionou a necessidade de investimento em cibersegurança. Hoje, as empresas precisam adotar protocolos que vão além do tradicional antivírus para se proteger, sobretudo após o início da vigência da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) em agosto de 2020. A contratação de profissionais especialistas no tema é um dos desafios neste momento.
Segundo a ONU, os ciberataques aumentaram 600% desde o início da pandemia. Atualmente, os crimes cibernéticos mais comuns são o phishing (enganar a vítima a fim de conseguir informações pessoais), ataques de negação de serviço (tornar os serviços indisponíveis para os clientes), malwares (softwares que causam danos aos servidores ou computadores) e ransomwares (sequestro de dados).
A companhia que decide contratar profissionais de cibersegurança acaba enfrentando mais um obstáculo. Isso porque há um déficit de quase 3 milhões de trabalhadores especializados no tema em todo o mundo. Tanto que a estimativa é que a taxa de desemprego seja de 0% no setor. No Brasil, há o agravante de falta de incentivo na formação nesta área, afastando profissionais para outros países.
Considerando este cenário, veja dicas de como contratar profissionais de cibersegurança.
Pré-requisitos para a vaga
Principalmente com o rápido avanço das táticas criminosas, as vagas para postos de cibersegurança costumam exigir diversas certificações e competências técnicas. Isso acaba afastando bons profissionais com potencial para desenvolvimento. Portanto, é preciso avaliar criteriosamente quais pré-requisitos são realmente necessários para a atividade.
Para se ter uma ideia, dentro do ramo de segurança cibernética há diversas funções, tais como:
- Analista de segurança de dados
- Gerente de segurança de sistemas de informação
- Arquiteto de segurança
- Engenheiro de segurança de rede
- Administrador de segurança de sistemas
E, para cada uma delas, há necessidades específicas que o profissional deve ter. Assim, não exija de uma pessoa todas as competências. Invista de verdade na área de cibersegurança, já que é um setor que revela-se cada vez mais importante.
Capacitação
É necessário investir na capacitação contínua dos colaboradores de cibersegurança. Manter o time atualizado é bom não apenas para os próprios profissionais, mas também para a empresa, uma vez que os ciberataques ganham novos formatos rapidamente. Além disso, os profissionais podem conhecer novas ferramentas para otimizar procedimentos internos. Dessa maneira, a empresa estará preparada para eventuais intercorrências.
Uma maneira de garantir a atualização contínua e a atração de novos profissionais é fazer convênios com universidades e outras instituições de ensino que possuam cursos da área de tecnologia da informação (TI).
Mudança de cultura e salários
Uma das principais reclamações, motivo, inclusive, de alta rotatividade na área, é a falta de comprometimento da companhia em adotar os protocolos necessários para melhorar a cibersegurança. Os profissionais precisam que todos os setores, incluindo executivos C-level, estejam engajados e acolham as medidas de segurança sugeridas. Hoje, muitas empresas ainda não valorizam essas iniciativas. É preciso mudar esta cultura.
Por ser um setor que ainda não é devidamente valorizado, os salários no Brasil costumam estar abaixo da média mundial. Assim, muitos profissionais capacitados acabam saindo do país em busca de melhores remunerações. Então, é necessário pesquisar e atualizar os vencimentos para estas funções de acordo com as práticas internacionais.
Contrate uma empresa especializada
Para otimizar a aplicação de protocolos de cibersegurança na companhia, uma saída é contratar uma empresa especializada. A CBL Tech oferece o serviço de pesquisa forense aplicada à informática, onde profissionais com capacitação de nível internacional identificam possíveis falhas de segurança e sugerem as mudanças necessárias para estar de acordo com os princípios da proteção e da segurança de dados previstos pela LGPD.