Com a digitalização da sociedade, a computação forense se tornou uma aliada em conflitos judiciais e extrajudiciais. Isso porque é um serviço que envolve a recuperação de dados apagados e a coleta de evidências digitais em computadores, smartphones e dispositivos de armazenamento.
O procedimento é capaz de ajudar na identificação de fraudes, sequestro de dados, corrupção, entre outros crimes e problemas causados de propósito ou não pelas pessoas ou por causa de erros no sistema. Não à toa, crimes conhecidos já foram resolvidos com a ajuda da computação forense.
Assassino BTK
Um dos casos que a computação forense ajudou a desvendar foi o do ‘Assassino BTK’, cuja sigla remete às iniciais das palavras em inglês para “amarrar”, “torturar” e “matar”. Ele matou pelo menos dez pessoas entre as décadas de 1970 e 1990 nos Estados Unidos. Uma de suas características era enviar mensagens criptografadas à polícia entre os assassinatos.
Após um hiato de mais de uma década, ele voltou a enviar cartas à polícia em 2004. Uma delas foi enviada um arquivo Word salvo em um disquete. A partir desse dispositivo, especialistas forenses utilizaram metadados contidos no dispositivo para ajudar a revelar a identidade do criminoso: Dennis Rader.
Os profissionais identificaram um documento, que tinha sido apagado, com o nome de uma igreja e constava uma alteração em nome de “Dennis”. Quando as autoridades investigaram, descobriram que havia apenas uma pessoa com esse nome na igreja em questão.
Assassino Craigslist
Também nos Estados Unidos, o caso do ‘Assassino Craigslist’ foi resolvido com a ajuda da computação forense. O criminosos foi apelidado com o nome de um site de vendas cujas pessoas anunciavam objetos usados e serviços, pois suas vítimas eram pessoas que ofereciam serviços na plataforma.
Ele foi acusado pelo assissinato de uma garota de programa em 2009, mas também há registro de que ele assaltou a mão armada outra mulher no mesmo ano. Philip Markoff atraia suas vítimas sob o nome de Andy.
Por meio da computação forense, foi possível rastrear e-mails trocados pelas vítimas e pelo criminoso. Assim, a polícia identificou o IP de origem das mensagens, identificando e localizando o assassino.
Computação forense nos tribunais
É possível coletar evidências a partir de sistemas de informática, além da capacidade de análise forense de mídias de armazenamento à procura de dados apagados, escondidos e danificados acidental ou propositalmente.
Entretanto, para que as provas sejam aceitas nos tribunais, é necessário que o profissional elabore um relatório seguindo parâmetros legais. O procedimento inclui o detalhamento de como a mídia foi tratada e como o teste forense foi realizado, e um documento registrando que o material foi auditado.